Ok, não é mais um teste.

Dia 13131 // Qa // 28.10.20  // 06:54

Então vamos lá, tenho que dizer algumas coisinhas por aqui, antes que o mundo acabe outra vez (e só agora que eu vi que isso tem muito potencial para virar um bordão).

Na postagem anterior falei muito brevemente o que penso sobre indicações musicais. Aí, ontem à noite, quando fui dormir e executei minha rotina diária desse momento final do dia, pensei/lembrei que devia completar o que disse indicando um outro hábito meu relacionado à música, um hábito bom, eu diria, mas que tem um certo potencial para virar vício e causar certa dependência.

Neste tempo, toda noite, ao me encaminhar para o quarto para dormir, pego meu bom e velho Moto G2 (que atualmente serve como uma espécie de Mp5 turbinado), abro nele um aplicativo chamado RadiosNet (ou Radios.com.br), coloco pra tocar uma das rádios que eu previamente favoritei (por apresentarem um padrão específico que explicarei a seguir), abaixo o volume para o último antes do zero, programo a função de desligamento automático para meia hora, e finalmente o coloco sobre um banquinho que fica ao lado da cabeceira da cama.

E o que toca nessas rádios? Qual é o tal padrão específico? Bom, são as boas e velhas "love songs", o padrão de "favoritamento" é de rádios que depois das dez da noite tocam as mais clássicas baladas de rock internacional "romântico", ou para ficar ainda mais claro, qualquer de "Guns N' Roses - November Rain" ou "Bon Jovi - Always" pra lá. 

Mas entenda que o importante aqui não é a letra mas sim o ritmo dessas músicas românticas, elas são lentas e melódicas e, se tocadas bem baixinho, automaticamente se transformam num poderoso ASMR, um sonífero sonoro perfeito. Bom, para mim ao menos, isso funciona, mas talvez porque eu sou dos anos 90 onde rádios FM eram o que tinha de entretenimento, eram o YouTube da época (na verdade o equivalente ao YouTube seria a MTV mas a grande maioria não tinha acesso já que era canal pago de TVs a cabo). 

Vagamente me lembro de ter dormido algumas vezes ouvindo essas mesmas músicas em meu Walkman Aiwa. Quer dizer, me lembro de ter acordado depois, e perceber que tinha acabado com minhas pilhas por ter dormido sem desligar o bendito aparelho antes de apagar.

Mas eu tenho visto pessoas definindo muito simplificadamente ASMRs como "sons que dão gatilho bom", e mesmo na explicação mais completa que eu já vi sobre achei que faltou um ponto essencial: O elemento nostálgico. O ASMR que funciona para uma pessoa certamente contem algo que evoca uma memória boa, ou seja, o som é bom em si, mas também é bom porque lembra alguma coisa boa do passado da pessoa, ainda que a pessoa não lembre exatamente o quê. Então ASMRs são exatamente como músicas, cada um tem os seu pacote pessoal, sua playlist de preferidas, ou neste caso, sua playlist de efetivas. 

Bom, é isso que eu penso sobre, mas não é tudo, devo voltar várias vezes ainda a esse assunto porque ASMRs são o que eu mais tenho consumido em matéria de entretenimento audiovisual atualmente, mais que filmes, e também porque eu gosto de falar dos meus.

Mas é isso, assim serão as postagens desse blog.