Radiohead

Por esses dias, não sei precisar desde qual, voltei a ouvir Radiohead, e, como complemento desse retorno, tenho visto muita coisa no YouTube sobre a banda, sobre albuns específicos deles, sobre músicas específicas, e quase qualquer outro vídeo que apareça na minha página inicial que tenha o nome deles.

Como sempre, passado um tempo, penso que queria ter salvo o percurso que fiz, apontando cronologicamente o que vi. Agora, meio tarde demais, venho aqui tentar salvar (para minha própria rememória futura) o principal.

Começou (acho) com algum vídeo sobre a história de como eles passaram a odiar a música "Creep", e como lá foi mencionado o primeiro álbum "Pablo Honey" eu acabei o baixando pra ouvir. Não muito tempo depois vi algo falando sobre a discografia e algo sobre o álbum "Ok Computer" ser perfeito, então baixei e fui ouvir de novo este também. E aí, em algum momento aparece pra mim esse vídeo:




Um vídeo do tipo "iceberg", que é como uma investigação que começa bem superfícial sobre o tema e vai se aprofundando em detalhes, informações e curiosidades sobre aquilo. E mesmo depois de dias ainda não o terminei porque, como é normal nesse tipo de vídeo, à medida que ele foi me apresentando a links para saber mais detalhes sobre alguns assuntos eu fui indo pelos caminhos desses links.

O primeiro foi sobre a "sincopação" escondida na música "Videotape". Isso me levou a duas coisas: O caso em si sendo explicado em dois vídeos:


E depois a tal segunda versão dessa música, a "Versão Bonaroo", e aí descobri que a que já era uma das minhas músicas preferidas deles, tinha uma versão ainda melhor.

Enfim, e assim segui vendo coisas sobre as quais o vídeo principal falava e, por conta disso o algoritmo do YouTube foi trazendo mais e mais material relacionado, e aí veio um que adiei a visualização por achar o nome bom demais. Quis deixar pra uma hora que eu pudesse apreciar melhor, e essa hora foi ontem. 


Com o título "A job that slowly kills you" é o título perfeito pra descrever a banda depois que você o suficiente sobre a história deles, a nesse vídeo tem quase tudo.

Três vídeos

Um vídeo do canal Academia das Ideias sobre "Por que a maioria das pessoas é covarde", depois um sobre o super-vilão Klaus Shwab e sua atual reunião, o Fórum Economico Mundial, e por fim um do canal de arquitetura sobre porque cidades em linha não dão certo.

Janeiro de 2023

Um vídeo de meia hora sobre como saber se tiro em sua direção foi intencional ou não. Folga, fim de tarde, ia sair e não saí, e agora chove.

Eterno retorno

... não vou conseguir voltar agora.

Indo a lugar nenhum.

Dia 13762 // 08.03.21 // Sg // F.I // 10:25. 

Manhã do primeiro dia de folga, de óculos escuros, na frente do notebook e da TV, finalmente começando a escrever, enquanto ouço as músicas novas da banda Kings Of Leon. 

Vinha escutando elas aleatoriamente até agora mas resolvi ir no canal oficial deles e ouvir a playlist onde elas estão todas reunidas e na ordem certa do álbum, eu suponho. 

Ontem li uma reportagem/entrevista sobre o lançamento desse novo álbum deles. Resumindo bastante, eles falavam sobre como o som deles estava diferente nesse, influenciado pela idade deles, por terem ficado e passado a se sentir mais velhos agora, e/ou mais maduros. E segundo eles, o tema geral do álbum é sobre isso, sobre o tempo que passou e sobre como o tempo passou para eles. 

Estou gostando do que estou ouvindo. De fato, as músicas estão mais tranquilas, mas ainda muito a cara inconfundível do som deles. A melhor até agora, a “Supermarket” que antes, quase um ano atrás, eles lançaram como um single com o nome “Going Nowhere” e que combinou demais com aquele momento, o início da pandemia. 

Tocando agora “Golden Restless Age”, também muito boa. Alguém disse em algum comentário de alguma das músicas que já passaram, sobre o baixo, que se destaca em várias dessas novas músicas. Agora tocando “Time in Desguise”. Não é só o baixo, nessa por exemplo, a bateria está ótima, aliás, todos os instrumentos estão muito nítidos e, dentro do tempo da música, cada um tem um momento em que fica mais destacado. 

É o tipo de álbum para ouvir em viagem, música perfeita para servir de plano de fundo para paisagens em movimento enquanto se pensa em tudo e em nada ao mesmo tempo. 

E ser classificada como boa música de plano de fundo não é demérito nenhum, na verdade é um baita elogio, é entrar para um grupo muito seleto de músicas que são guardadas com carinho para serem tocadas apenas em momentos muito agradáveis e que se quer tornar ainda mais especiais, que se quer tornar memórias. 

Tocando “Echoing” agora, a mais agitada até aqui, puro rock, puro King Of Leon. E então o álbum se encerra perfeitamente com “Fairytale”, mostrando que no fim das contas, com o tempo e pela ação do tempo, eles mudaram muito e não mudaram nada, e ainda que eles façam um som diferente, este som ainda soa igual, para quem gosta deles. 

E isso não é igual para todos nós? Ainda que a gente mude com o tempo, e/ou que o tempo mude a gente, para quem gosta mesmo da gente, ainda somos os mesmos.

Mais um dia.

Dia 13751 // 25.02.21 // Qi // F.II // 19:41.

Perdido? Não tenho certeza se sim, mas tenho a sensação.

O que eu fiz hoje? Depois de acordar de sonhos intranquilos, os pesadelos de sempre de um operador de estação de tratamento de água, com rios transbordando em uma históricas e diluvianas enchentes, e ETAs sob minha responsabilidade transbordando em água suja, quando não em puro barro, fiz e tomei o café da manhã de sempre. Depois...   ...depois? 

É sempre depois do café que começa o problema. Eu venho para este quarto, o quarto do computador e do notebook, que eu também poderia tranquilamente chamar de prisão digital, e aqui fico, fazendo nada até a hora do almoço. Venho sempre com a desculpa de que vou escrever, mas sempre acabo apenas vendo uma dúzia de vídeos aleatórios no YouTube. 

Então saio em busca do almoço e, após voltar e almoçar o que eu digo que vou fazer? "Agora vou escrever o que não escrevi de manhã." E o que eu faço? Mas vídeos aleatórios, mais um monte de nada até o sono pós-almoço me atacar. Aí, ou eu resisto a ele saindo do notebook e indo para o PC, o que muitas vezes não termina bem, ou me rendo e deito na cama de hospedes e caio em um pesado sono da tarde, que até que proporciona um bom descanso, mas depois certamente vai também atrapalhar o sono da noite.

Então o fim da tarde chega, e eu começo a pensar em tomar o café da tarde, e faço isso, vou lá na cozinha e esquento e tomo o café, e depois? Lógico, volto para a prisão. 

Então escurece e e eu tento decidir entre notebook e computador, tendo geralmente uma terceira opção latejando no fundo da mente, a opção de sair, ir pra rua dar uma volta à pé ou de bike, não porque eu queira muito mesmo andar ou pedalar mas, é mais por um desejo de fuga dessa prisão em que eu passei o dia sem ver. Mas raramente eu consigo seguir essa terceira opção. Agora mesmo, enquanto escrevo, penso nessa opção, mas no mesmo décimo de segundo em que penso nela também penso em ver um filme, ou mais algum vídeo. 

Por sorte consegui começar a escrever e isso é muito melhor, muito menos deprimente do que estar apenas sentado aqui vendo algum vídeo aleatório. Pelo menos eu me sinto produzindo alguma coisa.


Mais dor.

Dia 13735 // 08.02.2021 // Sg // F.III // 10:28.

Haha, no tempo da última postagem eu achei que estava sentindo dor... ...mal sabia eu o que estava por vir. Agora não importa nem a posição, em pé, sentado, deitado, de qualquer maneira minha coluna dói, do topo à base.

Essa foto é de ontem à noite, este é outro bom canal que encontrei, acho que já falei dele, não tenho certeza. Combina som de chuva com músicas antigas tocando em outro cômodo da casa.

O clima está ótimo, com dias escuros e frios, chuva leve e constante caindo o dia todo. Infelizmente atrapalhou meu plano de dar uma volta de bike ontem e hoje, mas tudo bem, com essa coluna eu não iria longe também.

Essa dor de agora começou com aqueles doze cilindros de Cloro que movi sozinho na quarta (ou foi terça) depois foi grandiosamente piorada nas duas vezes em que cedi ao meu viciado e fraco cérebro. Ou seja, no fim das contas a culpa é toda minha mesmo, sou eu aqui pagando pelos meus erros praticamente em tempo real.

E/mas nem adianta lamentar, mais produtivo seria/será eu fazer algo a respeito, tipo parar de ceder.

Coisas a fazer tenho um monte. De lavar roupa a acabar de arrumar a mais recente prateleira comprada. Esse friozinho desanima, mas, talvez depois de uma bela sopa de macarrão, ou uma canjiquinha (se eu tiver ali no "armário", talvez, muito talvez, eu consiga animar a fazer algo mais da vida do que apenas ficar aqui, sentado nessa cadeira, esmagando as poucas vertebras que me restam.




Dor

Dia 13709 // 14.01.21 // Qi // F.II // 17:06

Nas costas, agora, mas também eu passei a maior parte do dia sentado na frente do PC fazendo nada e coisa nenhuma, só podia dar nisso mesmo, e ontem foi quase a mesma coisa. 

Atualmente, ao longo do dia, tenho no máximo duas atividades produtivas de fato, no mundo real, o resto do tempo passo e/ou perco no virtual, hora completando um mapa que quase ninguém usa (até que disso não me arrependo), hora fazendo modelos de formulários de Word para a empresa em que eu trabalho que provavelmente jamais serão utilizados por eles (disso me arrependo sempre).

Agora estou deitado na cama de hóspedes, tentando ao menos dar uma "re-alinhada" na coluna, esticando ela na superfície do colchão, na esperança de "des-esmagar as vértebras que assim estão por eu passar tanto tempo sentado e sentado errado, todo torto e corcunda. Já devo ter hérnia de disco e só não sei ainda porque não fiz exame pra saber.

E enquanto isso ouço esse video, um ASMR de guerra, com som de chuva e intensa batalha de artilharia e bombardeio ao fundo. Estranho que isso exista? No mínimo, se parar pra pensar que pessoas que estiveram de verdade nessa situação pravavelmente não conseguiram dormir de tanta preocupação, com medo, mas, o fato é que essa trilha sonora funciona para o que se dispõe, me causando algum relaxamento e tranquilidade, de modo que estou rápido ficando com sono aqui.

É errado usar o som de gente se matando em uma uma batalha cruel de uma guerra sangrenta como "canção de ninar"? Possivelmente, provavelmente, mas eu penso mais e melhor sobre isso depois que acordar.

Isso não é o retorno a este blog como eu imaginei/prometi, mas eu estava à-toa demais aqui e precisa fazer algo, qualquer coisa, desde que diferente das que eu fiz o dia todo.



Já morreu ?!?

Dia 13691 // 27.12.20 // Dm // F.II // 09:29 

Seis postagens é já acabou a criatividade? Que surpresa... ...só que não. 

Na verdade parece ser mais um daqueles grandes bloqueios em que nenhuma ideia vem não importa o quanto eu finja que estou tentando aqui, na frente do notebook, com uma segunda tela ligada e exibindo alguma coisa para me distrair. 

Bom, e na verdade estou torcendo pra que seja um bloqueio mesmo, porque se não for a possibilidade que sobra é a de que eu finalmente tenha conseguido matar a parte do meu cérebro que era capaz de estruturar pensamentos. 

Mas se for o fim da era das escritas, também não será lá uma grande surpresa, nem uma injustiça. Tenho destruído sistematicamente tudo o que eu tinha de bom como rotina. Não desenho mais, não faço jogos de enigmas mais, não faço mapas mais, e agora não consigo nem escrever mais. 

Nesse ritmo em breve vou estar esquecendo como se respira. 

Vez ou outra tenho uma ideia de postagem para este blog, chego a tirar a foto que ilustraria a ideia/postagem, mas passa-se meia hora e eu já esqueci e perdi a ideia e a vontade. Não tenho dúvida de que o problema é esse excesso de estímulos de hoje, mas minha preguiça e/ou falta de determinação com certeza teve grande participação nisso também. 

Conclusão: Não tem, ou tem, eu preciso restaurar minha mente, recuperar a paz pra (suponho) recuperar minhas capacidades de antes. E preciso também reiniciar isso aqui, este blog. Porque a ideia é boa, pode me ajudar na restauração da mente e criatividade. 

Então vamos fazer assim, finjamos que eu não postei nada aqui ainda, ok? Vou tentar começar de novo e do jeito certo desta vez. A regra fundamental segue valendo, postagens com foto acompanhadas de coisas escritas, mas, também não precisa ser um texto todo elaborado. Que seja mais do que eu escreveria no Instagram e menos do que eu escreveria no blog principal. 

Vejamos se agora vai.