Indo a lugar nenhum.

Dia 13762 // 08.03.21 // Sg // F.I // 10:25. 

Manhã do primeiro dia de folga, de óculos escuros, na frente do notebook e da TV, finalmente começando a escrever, enquanto ouço as músicas novas da banda Kings Of Leon. 

Vinha escutando elas aleatoriamente até agora mas resolvi ir no canal oficial deles e ouvir a playlist onde elas estão todas reunidas e na ordem certa do álbum, eu suponho. 

Ontem li uma reportagem/entrevista sobre o lançamento desse novo álbum deles. Resumindo bastante, eles falavam sobre como o som deles estava diferente nesse, influenciado pela idade deles, por terem ficado e passado a se sentir mais velhos agora, e/ou mais maduros. E segundo eles, o tema geral do álbum é sobre isso, sobre o tempo que passou e sobre como o tempo passou para eles. 

Estou gostando do que estou ouvindo. De fato, as músicas estão mais tranquilas, mas ainda muito a cara inconfundível do som deles. A melhor até agora, a “Supermarket” que antes, quase um ano atrás, eles lançaram como um single com o nome “Going Nowhere” e que combinou demais com aquele momento, o início da pandemia. 

Tocando agora “Golden Restless Age”, também muito boa. Alguém disse em algum comentário de alguma das músicas que já passaram, sobre o baixo, que se destaca em várias dessas novas músicas. Agora tocando “Time in Desguise”. Não é só o baixo, nessa por exemplo, a bateria está ótima, aliás, todos os instrumentos estão muito nítidos e, dentro do tempo da música, cada um tem um momento em que fica mais destacado. 

É o tipo de álbum para ouvir em viagem, música perfeita para servir de plano de fundo para paisagens em movimento enquanto se pensa em tudo e em nada ao mesmo tempo. 

E ser classificada como boa música de plano de fundo não é demérito nenhum, na verdade é um baita elogio, é entrar para um grupo muito seleto de músicas que são guardadas com carinho para serem tocadas apenas em momentos muito agradáveis e que se quer tornar ainda mais especiais, que se quer tornar memórias. 

Tocando “Echoing” agora, a mais agitada até aqui, puro rock, puro King Of Leon. E então o álbum se encerra perfeitamente com “Fairytale”, mostrando que no fim das contas, com o tempo e pela ação do tempo, eles mudaram muito e não mudaram nada, e ainda que eles façam um som diferente, este som ainda soa igual, para quem gosta deles. 

E isso não é igual para todos nós? Ainda que a gente mude com o tempo, e/ou que o tempo mude a gente, para quem gosta mesmo da gente, ainda somos os mesmos.